Biodanza

Biodanza é um convite ao sentir, um movimento que, através de música e encontros em grupo, nos conecta com o melhor de nós e nos leva a expressar nossos potenciais no cotidiano. O grupo de Biodanza é um ninho de permissão onde podemos ser livremente, onde a relação com o outro é inspiração no fortalecimento da própria identidade. Um útero afetivo que nos embala e nos conduz à alegria e ao prazer de viver.

Origem

Rolando Toro Araneda é o criador do Sistema Biodanza. Psicólogo, Antropólogo, Poeta e Pintor, nasceu no Chile em 1924. Ocupou em seu país a cátedra de Psicologia da Arte, dentre outras. Implantou a Biodanza em praticamente todos os países da América Latina e Europa Ocidental, tendo residido na Argentina, no Brasil e na Itália até 1997. Regressou ao Chile, de onde dirigiu e coordenou as atividades da Biodanza no mundo inteiro, até 16 de Fevereiro de 2010, quando então foi dançar com as estrelas.

Em 1965, Rolando Toro iniciou seus primeiros trabalhos de dança com pacientes psiquiátricos, no Hospital Psiquiátrico de Santiago do Chile. Foi Membro Docente da Escola de Medicina da Universidade do Chile.

“Observei que certas músicas tinham efeitos contra-producentes, pois os conduziam com facilidade a estados de transe. Nesses casos, as alucinações e delírios acentuavam-se e podiam durar vários dias. Indubitavelmente, os enfermos que, por definição, tem uma identidade mal integrada, dissociavam-se ainda mais quando realizavam certos tipos de movimento. Selecionei, então, músicas e danças que pudessem reforçar a identidade. Propus, também, exercícios de contato para dar limite corporal e coesão. O resultado foi claro: muitos enfermos elevaram seu juízo de realidade, diminuíram as alucinações e aumentaram a comunicação. Ficou assim desenhado o primeiro eixo para um modelo teórico que, com o tempo, foi-se aperfeiçoando”. (Toro, Coletânea de Textos, págs. 5 e 6).

Efeitos e Benefícios da Biodenza

Os exercícios de Biodanza estão organizados a partir de um modelo teórico e se apóiam na biologia, antropologia, fisiologia, psicologia, sociologia e mitologia, tendo por objetivo evocar vivências que estimulam a expressão dos potenciais genéticos (aqueles que herdamos quando nascemos). Isso se dá através da integração das cinco linhas de vivência que são:

Vitalidade – Está relacionada com o ímpeto vital, que têm como base o instinto de sobrevivência e permite que nos coloquemos no mundo como seres humanos responsáveis por nossas escolhas/ações.

Sexualidade – Capacidade de se conectar e experimentar o prazer. Se reflete na capacidade de sentir desejo e expressar o prazer através dos sentidos.

Criatividade – Capacidade de ousar, de sentir-se responsável pelo movimento de criar e recriar sua própria vida e expressar suas emoções (alegria, tristeza, erotismo, ternura).

Afetividade – Potencial de estabelecer e manter vínculos afetivos de amizade, altruísmo, empatia e amor diferenciado e indiferenciado. Desenvolvimento do indivíduo como ser gregário, integrado consigo e com o outro.

Transcendência – A linha da transcendência é a capacidade de sentir-se parte de um todo maior, uma unidade que tem a habilidade de incluir em si unidades maiores do potencial do todo já existente.

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